RAMIRO GUERREIRO
(Portugal)
Corredor com abertura zenital para capela, 2011
fotografias
© fernando piçarra
O escopo da pesquisa do artista Ramiro Guerreiro é o espaço. É a partir dele e também nele que acontecem as suas ideias. Para Ramiro o espaço é a régua e o compasso para o início de uma racionalização sobre as directrizes que a peça apresentará. As suas instalações partem do diálogo com o espaço, potencializando-o ou revelando erros arquitectónicos que lhe serve de mais-valia para exibir a dialéctica que lhe interessa com discurso teórico estético.
A obra Corredor com abertura zenital para capela é um novo corpo construído, que atravessa horizontalmente o espaço vertical da capela do Palácio Pombal. O visitante depara-se com um volume que trespassa as duas portas da capela. Por fora está revestido a feltro industrial, um material em bruto que isola o contacto entre o espaço exterior à capela do seu interior. Ao entrar pela abertura do volume, o visitante percebe um corredor com paredes, chão e tecto feitos em MDF. O espaço interior é estreito e escuro mas, ao ser atravessado percebe-se que a meio existe uma abertura no tecto, permitindo o visionamento do espaço vertical da capela desde cá. São 2,5m de altura até à sua clarabóia que ilumina também esta zona da nova passagem. Este momento da intervenção é marcado pela audição de sons que vibrando por trás do MDF e entrando pela abertura do tecto, enfatizam a singularidade deste lugar no Palácio Pombal.
bio
Vive e trabalha em Lisboa.
Frequentou o curso de Arquitectura na Fac. Arq. Univ. do Porto (1997/ 2001) tendo depois feito o Programa de estudos independentes pela MAUMAUS, Escola de Artes Visuais, Lisboa (2001/ 2005).
Tem exposto regularmente desde 2003, entre as quais o Prémio EDP novos artistas (Coimbra, 2005, Menção Honrosa), o prémio BES revelação (Porto, 2005), La Prima (Lisboa, 2007), Opções e Futuros, Fundação PLMJ, Galeria Arte Contempo (Lisboa, 2008), The Multicultural in our Time, Gyeonggi MoMA (Ansan, Coreia do Sul, 2010), À Travers un Cercle de Regards, Cité Internationale des Arts (Paris, 2010) ou Impresiones y Comentarios, Fotografía Contemporánea Portuguesa, Fundació Foto Colectania (Barcelona, 2010). A título individual realizou em 2009 as exposições Verdes Anos (Museu da Electricidade) e Acções, Propostas e uma Intervenção (Galeria Lumiar Cité, ambas as mostras em Lisboa); e em 2008 a exposição Vislumbre (Igreja de Santiago, Óbidos), entre outras. Este ano terá uma nova individual a inaugurar no Pavilhão Branco do Museu da Cidade (Lisboa).
Em 2009/10 esteve em residência artística no programa Le Pavillon, com bolsa do Palais de Tokyo, em Paris. Em 2007/08 foi bolseiro da Fundação C. Gulbenkian, tendo feito a residência artística da Casa de Velazquez, em Madrid.
